Thursday, November 13, 2008

No words

Não consigo escrever.

Soltar as palavras e dar a ouvir este grito mudo de revolta de um silêncio que me rasga a alma.

...


Neste meu mundo que criei, existem dois habitantes diferentes.
Há aquele que carrega todos os fantasmas e vive tragédias criadas por si e para si.
É aquele de olhar vazio e que traz como fiel companheira a sua dor.
E depois há o outro, de sorriso no rosto.
Aquele que as pessoas gostam de ver.
"Gosto de te ver com esse teu novo ar." - comentam.
Mas qual dos dois será real?
É que eu sinto que sou uma farsa.
Que por detrás desta máscara de químicos não passo de um fantasma.

Again and again.

Vieste gradualmente como se nada nem ninguém o fizesse prever.
Colocaste-te á minha porta, e eu sem janelas por onde sair.
Encobriste-me por completo e deste-me tudo o que carregavas.
Vieste gradualmente, e gradualmente terei agora que te enfrentar...de novo!

Tuesday, November 4, 2008

Nostalgia?


"Em 1678 médicos diagnosticaram uma perturbação mental de que sofriam alguns soldados como 'nostalgia' - um desejo de voltar ao passado."

A realidade dura de uma guerra é que não há regresso ao passado.
Não há regresso a tudo aquilo que se era e que não se volta a ser.
Não há regresso a essa inocência.
É um ponto de mudança.
Tudo o que é perdido, é perdido para sempre.
E quando essa guerra acontece dentro de nós, não há palavras de conforto.
Não há palavras de perdão.
Estará então esta guerra a valer a pena?
Onde me levará este 'tiro no escuro'?