No final dos seus espectáculos, Bill Hicks utilizava sempre o mesmo discurso:
"A vida é como um carrossel, e quando lá vamos julgamos que é real devido ao poder das nossas mentes.
A viagem sobe e desce, anda ás voltas, tem emoções fortes, brilhantes e coloridas.
Há muito barulho e é divertido por um bocado.
Alguns já andam nessa viagem há já algum tempo e começam a colocar questões:
Será isto real?
Ou será isto apenas uma viagem?
Outras pessoas lembram-se, viram-se para nós e dizem:
-Não te preocupes, não tenhas medo. Isto é só uma voltinha.
Mas nós, matamos essas pessoas.
-Calem-no! Eu investi imenso nesta viagem. Calem-no!
Olhem para mim, para isto que sou. Isto tem de ser real.
-É só uma voltinha.
Mas matamos sempre aquelas pessoas que nos tentam dizer isso.
Deixamo-nos entregar aos nossos fantasmas. Mas não importa, porque é só uma viagem e podemos alterá-la sempre que quisermos.
É apenas uma escolha.
Uma escolha agora mesmo entre o medo e o amor."
A viagem sobe e desce, anda ás voltas, tem emoções fortes, brilhantes e coloridas.
Há muito barulho e é divertido por um bocado.
Alguns já andam nessa viagem há já algum tempo e começam a colocar questões:
Será isto real?
Ou será isto apenas uma viagem?
Outras pessoas lembram-se, viram-se para nós e dizem:
-Não te preocupes, não tenhas medo. Isto é só uma voltinha.
Mas nós, matamos essas pessoas.
-Calem-no! Eu investi imenso nesta viagem. Calem-no!
Olhem para mim, para isto que sou. Isto tem de ser real.
-É só uma voltinha.
Mas matamos sempre aquelas pessoas que nos tentam dizer isso.
Deixamo-nos entregar aos nossos fantasmas. Mas não importa, porque é só uma viagem e podemos alterá-la sempre que quisermos.
É apenas uma escolha.
Uma escolha agora mesmo entre o medo e o amor."
Hoje questiono-me se terei matado alguém neste caminho.
Queremos diferenciarmo-nos de tudo o resto, de todos os outros, mas ao fazermos isto apenas acabaremos por concluir o quão separados de nós os outros estão.
Estamos sozinhos connosco.
E depois existem aquelas experiências de certa forma dramáticas.
É o estar com uma pessoa e de repente reparar que em certos aspectos somos exactamente iguais, não muito diferentes.
Acabo por experimentar o facto de que a essência que há em mim, é a essência que há também nos outros.
É a compreensão que como seres humanos somos apenas um.
E eu sempre ponderar sobre o tempo que julgo gasto nos últimos anos a tentar ser alguma coisa.
A tentar ser bom em diversas coisas.
Mas isso nunca me fez sentir bem, porque o que eu tenho tentado fazer é descobrir quem no fundo sou eu realmente.
Não há razão para não sabermos quem somos na realidade, e tudo isso é aprendido ao longo do caminho.
Para isso temos de nos afastar da consciência que criamos em que julgamos ser um só organismo. Somos mais que isso. Somos um puzzle contruído por várias e diferentes peças em constante crescimento, num constante processo de evolução.
Não podemos ser um só. Somos fruto de várias vivências ao logo deste caminho.
Se tentarmos ser um só, entramos em guerra connosco próprios, e isso é estar condenado.
Peço desculpa se terei matado alguém ao tentar ser esse só organismo.
Acabei condenado por mim próprio.
Mas há sempre que relembrar que isto é só uma viagem.
É só uma voltinha.
Queremos diferenciarmo-nos de tudo o resto, de todos os outros, mas ao fazermos isto apenas acabaremos por concluir o quão separados de nós os outros estão.
Estamos sozinhos connosco.
E depois existem aquelas experiências de certa forma dramáticas.
É o estar com uma pessoa e de repente reparar que em certos aspectos somos exactamente iguais, não muito diferentes.
Acabo por experimentar o facto de que a essência que há em mim, é a essência que há também nos outros.
É a compreensão que como seres humanos somos apenas um.
E eu sempre ponderar sobre o tempo que julgo gasto nos últimos anos a tentar ser alguma coisa.
A tentar ser bom em diversas coisas.
Mas isso nunca me fez sentir bem, porque o que eu tenho tentado fazer é descobrir quem no fundo sou eu realmente.
Não há razão para não sabermos quem somos na realidade, e tudo isso é aprendido ao longo do caminho.
Para isso temos de nos afastar da consciência que criamos em que julgamos ser um só organismo. Somos mais que isso. Somos um puzzle contruído por várias e diferentes peças em constante crescimento, num constante processo de evolução.
Não podemos ser um só. Somos fruto de várias vivências ao logo deste caminho.
Se tentarmos ser um só, entramos em guerra connosco próprios, e isso é estar condenado.
Peço desculpa se terei matado alguém ao tentar ser esse só organismo.
Acabei condenado por mim próprio.
Mas há sempre que relembrar que isto é só uma viagem.
É só uma voltinha.


1 comment:
O que torna difícil de aceitá-lo parece-me ser o não sabermos se as fichas que guardamos servem para a próxima volta... bjs
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