
Hoje reparei que havia uma certa quantidade de objectos negros à minha volta, espalhados por diversos sítios.
Na parede do quarto, na porta do armário, a cadeira em que me encontrava no momento em que escrevi estas palavras.
O objecto que mais chamou a atenção encontrava-se sobre a cama.
Uma capa negra com a qual me cobri uns momentos antes, ao tentar procurar algum descanso.
E a maneira como me cobri com aquela capa poderia ser reveladora de algo.
Quem sabe?
Como uma vida dentro do ventre materno, ali me encontrava eu, na posição fetal, debaixo daquela capa negra, como quem se esconde de qualquer raio de luz.
A janela, essa, encontrava-se fechada. As persianas bloqueavam qualquer claridade.
E naquele silêncio, naquela escuridão, quase que se ouvia nitidamente a luz a pedir permissão para entrar. Foi-lhe negada vezes sem conta.
Não havia ponta de luz naquele quarto.
Houvesse uma ínfima quantidade de luz, e seria logo descoberta por entre todo aquele negro.
Não será na escuridão que a luz mais sobressai?
Então porque continuo de olhos bem fechados?
Na parede do quarto, na porta do armário, a cadeira em que me encontrava no momento em que escrevi estas palavras.
O objecto que mais chamou a atenção encontrava-se sobre a cama.
Uma capa negra com a qual me cobri uns momentos antes, ao tentar procurar algum descanso.
E a maneira como me cobri com aquela capa poderia ser reveladora de algo.
Quem sabe?
Como uma vida dentro do ventre materno, ali me encontrava eu, na posição fetal, debaixo daquela capa negra, como quem se esconde de qualquer raio de luz.
A janela, essa, encontrava-se fechada. As persianas bloqueavam qualquer claridade.
E naquele silêncio, naquela escuridão, quase que se ouvia nitidamente a luz a pedir permissão para entrar. Foi-lhe negada vezes sem conta.
Não havia ponta de luz naquele quarto.
Houvesse uma ínfima quantidade de luz, e seria logo descoberta por entre todo aquele negro.
Não será na escuridão que a luz mais sobressai?
Então porque continuo de olhos bem fechados?




