Como humanos, somos a única espécie que se preocupa com o passado.
As nossas memórias dão-nos voz, transportam história para que outros possam aprender com os nossos triunfos e as nossas falhas.
Sim, as nossas falhas.
Creio que são elas que nos ensinam mais que os próprios triunfos, embora as queiramos esconder na parte mais obscura do nosso ser.
Da mesma maneira que não existe amor sem tristeza, sorriso sem lágrimas, dia sem noite, também nós como seres humanos que somos, porque existimos, possuímos uma parte iluminada e uma parte obscura.
Por vezes, a simples necessidade de espreitar para esse lado mais obscuro, causa dor.
Eventualmente haverá alturas em que colocamos em causa tudo aquilo que somos, porque acabamos por descobrir que na nossa viagem não fomos sempre ao encontro dos nossos valores, dos nossos ideais, embora no fundo saibamos que esses pequenos desvios apenas serviram para encontrar o caminho.
Ninguém disse que a viagem ao interior de nós seria calma, suave e agradável.
Da mesma maneira que nos pode trazer alegria, desenhar sorrisos; também pode (e concerteza que o faz) trazer tristeza, lágrimas.
Mas como Goethe mencionou:
"Quando um homem não se encontra a si mesmo, não encontra nada"
Saturday, January 12, 2008
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